quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Um dia de cão


















Tomamos todas as providências, levamos alimentação própria e cilindros de oxigênio. Estávamos preparados para a altitude, só não estávamos preparados para a falta de atitude. Alguns vão dizer que perdemos o jogo quando o Léo fez aquele golaço contra, o terceiro do Santa Fé, aliás, o Caio, que desperdiçou 3 chances claras de gol, deveria aprender com o Léo como se faz um gol. Outros vão dizer que perdemos quando, talvez estranhando a excelente qualidade do gramado do El Campin, erramos um passe atrás do outro e entregamos dois gols em menos de 10 minutos de jogo. Mas eu digo que perdemos bem antes disso. Perdemos quando nosso comandante (?) disse em entrevista, após uma das muitas derrotas inexplicáveis, que nós torcedores deveríamos estar dando graças a Deus pelo time estar disputando um vaga na Libertadores e que a Sulamericana não era prioridade. Essa entrevista deixou claro, para a torcida, para o time, para o mundo o quão pequeno é o pensamento de nossa comissão técnica. O que esperar depois disso ? Um baile na Colombia ?

Pois bem, conseguimos um ! Levamos um baile do Santa Fé, muito bem dado por sinal. A equipe colombiana jogou como o Botafogo deveria ter jogado, dentro e fora de casa. Fez quatro belos gols e venceu a eliminatória, o “Jogo do Ano”, como estava sendo tratado por todo o elenco, comissão técnica, torcida e imprensa colombiana.

Não posso deixar de falar do simpático cãozinho, que com certeza era alvinegro, pois vejam, aos 22 minutos do segundo tempo, com 4 x 0 já no placar, no desespero para evitar que a goleada fosse maior, invadiu o campo e fez o que toda a torcida alvinegra queria ver o time fazer: deu um show em 11 colombianos. Com velocidade, agilidade, disposição e alegria, fez com que 11 funcionários de apoio tentassem capturá-lo durante aproximadamente 4 minutos até que vitorioso e satisfeito, retornou para as arquibancadas, sentou em uma das cadeiras numerada e continuou assistindo a partida.

Um comentário:

  1. Muito bom comentário. Concordo com tudo que foi exposto. Perfeito. Você colocou o dedo na ferida alvinegra. Não é só o Caio Jr. O atual treinador é a secreção que está na superfície da ferida. O carnicão, é a mentalidade pequena do clube. Digo isto já há bastante tempo.
    Há muitos anos não contratamos treinadores de ponta. Acho que assim fica mais fácil para os dirigentes fazerem sua política de agradar a certos empresários, empurrando guela abaixo do treinador e da torcida determinados jogadores que não têm técnica e nem colhões para vestir este manto sagrado.
    Por sua vez, fica fácil para o treinador(?) empurrar guela abaixo do clube e torcida os seus amiguinhos...
    Tudo perfeito. Só se esquecem que um grande clube se faz com títulos, os quais estão cada vez mais raros na nossa sala de troféus.
    E tome Feijão do Fogão neles...

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